Nada será como antes...

Atualizado: Jun 13



Tenho ouvido algumas pessoas torcendo para acabar a quarentena (sim, todos nós queremos isso!) e voltar para a sua vida normal. Num período que nos exige ou deveria exigir, no mínimo, reflexão, descartar a ideia de ‘renovação' e querer simplesmente que tudo volte a ser exatamente como antes me parece contraproducente. O 'velho normal' nos trouxe até aqui, e, se não causou diretamente o que estamos passando, certamente potencializou muito do que estamos vivendo: falta de pensamento coletivo, natureza desgastada, enorme desigualdade, investimento em recursos errados ou não prioritários e que agora nos são tão necessários…

Sério que queremos simplesmente “voltar ao normal” sem nenhum ajuste? Sem repensar nossa rota?

Lógico que não devemos descartar tudo, desapegar de todas as coisas que fazíamos ou gostávamos. Mas temos, nesse momento, a oportunidade de ver o que realmente importa, de ver o que de verdade faz falta e aquilo que, sem nos darmos conta, já estava em excesso, já nem nos fazia tão bem, não tinha mais sentido, não cabia mais e nós, com uma oferta grande de quase tudo, não tínhamos nos dado conta ainda…

Assisti ao documentário da Michelle Obama, Minha História, e recomendo muito. Fiz vária anotações de passagens que me chamaram a atenção e, uma delas, onde ela fala sobre mudança, sobre 'voltar à vida normal’ após deixar a Casa Branca, achei que se encaixa tão perfeitamente para a situação que vivemos, que vou transcrevê-la na íntegra: “O que aprendi é ‘voltar para onde?’ É um caminho totalmente novo. Nada vai voltar. Não vai… Tudo é diferente, e fica diferente para sempre. Então, não se trata de voltar, mas de criar o caminho seguinte.”

O que queremos daqui pra frente? O que realmente importa e como vamos aplicar isso de agora em diante? Esse é o pensamento.

Tenho conversado com pessoas mais próximas (obrigada tecnologia por estar nesse ponto nesse momento) e refletido que, se uma situação tão difícil e dolorosa como a que estamos vivendo não nos modificar pra melhor, o que seria capaz de fazer isso?

Não é hora para sermos resistentes. Não é hora para sermos descrentes. Não é hora para sermos teimosos. Não é hora para usarmos o ‘jeitinho brasileiro’ de que ‘não dá nada’. Não é hora.

Seja receptivo. Seja empático. Seja obediente. Faça o que tem que ser feito. Dê valor à vida, à sua e a dos outros. Não nade contra a maré. Siga o fluxo do que é certo, do que é recomendado: ficar ao máximo em casa, evitar deslocamentos desnecessários, quando sair usar a máscara, usar a máscara da forma correta, higienizar muito bem as mãos e objetos que tivemos contato. Nós sabemos o que tem que ser feito. Vamos fazer. Ponto.

Nada será como antes… E isso pode ser bom.

M A N T E N H A - S E   I N S P I R A D O

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